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Barra do Corda

Blog do Colunista

Ricardo Noblat 





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BARRA DO CORDA SEGUNDO A POESIA

A Barra do Corda que tem sido retratada nos livros de poesia, e ainda assim em bibliografia escassa, é aquela concebida no modelo consagrado por Olímpio Cruz: uma deusa no pedestal, indefectível, a evocar sentimentos de pura exaltação.
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Barra do Corda segundo a poesia (segunda parte)

Se na poesia de Maranhão Sobrinho não há Barra do Corda, na obra de Olímpio Cruz a Barra do Corda que se apresenta é uma musa cujo modelo (deusa no pedestal / sertão paradisíaco / natureza virgem / sertanejo heróico / índio exemplar) hoje não mais é possível servir de inspiração, simplesmente porque não mais existe.
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Barra do Corda segundo a poesia (terceira parte)

Na introdução do livro “Morro do Calvário” (2000) fizemos uma confusão expositiva, logo identificada por Luciana Martins (cujas críticas literárias são sempre bem-vindas, não só pela honestidade intelectual, mas também pela autoridade teórica de quem é doutora em letras), quando dissemos que a nossa proposta seria retratar a Barra do Corda “real”, algo impossível, claro, porque a poesia, ao traduzir os acontecimentos, transporta-os para outra seara, que é a da arte.
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BARRA DO CORDA SEGUNDO A POESIA (Quarta parte)

Para se ter uma idéia da genialidade de Maranhão Sobrinho, e da ausência da temática barra-cordense em sua obra, fica-se na citação do poema “Rosas”:
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Barra do Corda segundo a poesia (quinta parte)

Hoje começo a falar da querida poeta Luciana Martins, que foi minha companheira na redação do jornal Turma da Barra e é minha colega na Academia Barra-Cordense de Letras.



Então, vamos lá.

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LICENÇA

Por problema de saúde, estarei de licença do site pelos próximos 30 dias. Como não farei a menor falta, espero contar com a compreensão de todos a respeito da minha ausência. PS.: Não soltem foguetes de alegria, porque ainda não estou com o pé na cova. Aliás, aviso desde logo que sou imortal da ABL, sorry. Abraço a todos.


Sua Excelência, o Leitor


Faço uma pausa na série de colunas sobre São Luís do Maranhão para comentar o assunto palpitante da semana aqui no site ? o caso Nigma. Ao contrário do que se possa pensar à primeira vista, o assunto não é irrelevante.

Para além do conteúdo das mensagens dele, o que vem à tona é uma questão importante cujo debate estamos todos nós (o editor, os colunistas e principalmente os leitores) adiando há tempos ? a utilização criminosa do anonimato na mídia barra-cordense de maneira ampla, geral e irrestrita, sem que seja devidamente combatido.

Longe da polêmica superficial e imediata sobre o que Nigma disse a respeito de Urias Matos ou dos nossos conterrâneos (contra os quais, por sinal, foi bastante agressivo), o ponto central está em que o anonimato não permite a responsabilização direta, não possibilita o efetivo contraditório (ficamos discutindo com um fantasma) e, pior, ainda levanta uma nuvem de suspeitas contra tudo e contra todos ? no limite, a especulação paranóica e inútil, muito assemelhada a um exercício de futurologia, leva às tentativas de adivinhação sobre quem teria interesse nisso ou naquilo ou qual seria essa ou aquela intenção da mensagem anônima.

Para dar um basta ao anonimato, devemos não apenas nos indignar mandando e-mail?s de protesto para o link ?O Povo Fala?, mas também tomar medidas imediatas e duras contra esse tipo de coisa.

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Que venha 2007


2006 não foi mesmo fácil, precisamente porque foi o ano em que perdemos o que nos restava de ilusão.

Passamos a vida inteira acreditando que ser honesto era o correto, que ser do bem era o recomendável, que vencer pelo mérito, pelo estudo e pelo trabalho era o caminho.

Aí vieram todos aqueles acontecimentos políticos e sociais lamentáveis que nos mostraram a vitória da mediocridade, da pequeneza, da incompetência, da corrupção.

Restou-nos a perplexidade de ver um mundo que enforca Saddam, mas absolve os presidentes norte-americanos que fizeram dele o grande tirano que foi durante décadas. Restou-nos um mundo que condena Pinhochet, mas é omisso quanto ao apoio da CIA na derrubada de Allede.

Mas se é possível ver algo de bom nisso tudo é que perder a nossa ilusão é bastante salutar. O que não podemos é perder a esperança.

Se o mundo, e especialmente o Brasil, parecem andar para trás, nesta hora é que devemos erguer o queixo e tentar andar para frente. Ficarmos parados é que não podemos. Nunca.

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Guia para amar (ou odiar) São Luís, posted on 12 Dec 2006 by Rubem Milhomem


 
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