Manifestantes protestam em frente à embaixada de Israel em Oslo, capital da Noruega, no sábado. Foto: Hans O. Torgersen/Aftenposten
por Olímpio Cruz Neto
Oslo, 4 de janeiro - Um misto de revolta e desespero toma conta dos europeus nesses últimos dias. Milhares deixaram no sábado suas casas para protestar contra o MASSACRE promovido por Israel contra a população palestina sitiada na Faixa de Gaza. Pelo menos 485 palestinos foram mortos desde o início da ofensiva, há nove dias. Já passa de 2,5 mil o número de feridos em Gaza.
É aterrorizador que esse crime hediondo, perpetrado pelo Estado de Israel, cuja existência decorre dos milhões de judeus mortos durante o holocausto nos anos 30/40, ocorra em pleno século 21 sem que nenhuma nação se oponha. Os israelenses estão promovendo uma carnificina exatamente neste momento, enquanto você lê este artigo.
Protestos contra o massacre em Gaza marcaram a paisagem de cidades como Oslo, Amsterdã, Berlim, Londres, Paris, Madri, Roma e outras capitais neste sábado. Ainda é pouco. É preciso mais pressão sobre os líderes políticos para cessar a carnificina em Gaza. Leia mais...
Um candidato, o estado policial e o AI-5
Brasília, 17 de dezembro - Essa hipótese eu ouvi pela primeira vez na semana passada, durante um almoço com uma velha e graúda raposa da política nacional, aqui em Brasília. Não dei bola, apesar dessa fonte ter grande tenacidade quando o assunto é captar movimentos políticos e perceber lances do xadrez eleitoral. Foi minha fonte durante anos. Ainda assim, achei que era apenas um desejo, não um projeto político. Mas aí eu vi outros sinais. Na segunda-feira, veio a entrevista à rádio Jovem Pan, depois uma homenagem em São Paulo, na sede da OAB paulistana, aquela que liderou o movimento Cansei. Depois, uma visita à Folha. E aí, à noite, a entrevista na televisão. Caiu a ficha.
Foi o Roda Viva, transmitido pela TV Cultura de São Paulo e retransmitido pela TV Brasil. O personagem é Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, que vem se movimentando perante a opinião pública como o grande defensor do Estado de Direito na história recente do país. Indagado por Lilian Witte Fibe, apresentadora do programa, se pretende abraçar a carreira política disputando um cargo eletivo, Gilmar foi evasivo. Não disse que sim. Nem que não. Limitou-se a dizer: "Não tenho pensado nisso". Ao final, contudo, provocado por Eliane Cantanhede, da Folha - "ministro, esse seu não foi tão sim" -, ele sorriu. Sorriu maliciosamente. Leia mais...
Mudança na América
O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama, pouco antes de fazer seu discurso para simpatizantes em Chicago. (Foto: Ozier Muhamad, New York Times)
Brasília, 5 de novembro de 2008 – “Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação”. As palavras aqui são do líder político americano Martin Luther King Jr. Foram pronunciadas por ele no histórico discurso que fez há mais de 45 anos, em 23 de agosto de 1963. Foi nesse discurso que Luther King fez uma das mais célebres peças de oratória do século 20, quando afirmou que tinha “um sonho”, resultado da luta pelos direitos civis na assim chamada terra da liberdade.
Brasília, 31 de outubro - Na reta final da campanha presidencial dos Estados Unidos, o nível de irritabilidade dos simpatizantes dos candidatos John McCain (Republicano) e Barack Obama (Democrata) segue numa escalada impressionante. O grau de belicosidade tornou-se mais intenso nos últimos dias. Há, claro, espaço para o humor. Como este vídeo acima, em que os dois candidatos trocam as idéias pelos impulsos corporais numa pista de dança. É, obviamente, uma montagem. Mas, vale registrar, mostra o grau de interesse e participação da sociedade americana na política.
Brasília, 20 de outubro de 2008 - Jornalista é um bicho pernicioso e um tanto quanto metido. Gosta de falar sobre tudo e tem sempre uma opinião a respeito de qualquer coisa. Ainda que não seja um especialista em absolutamente nada. Falo isso para lembrar que, todos os dias, jornalistas cometem erros. O mais grave aconteceu na semana que passou. Leia mais...