O termo Mamom a que se refere no livro de Lucas 16:13, “Não podeis servir a Deus e a Mamom”, não era o nome de uma divindade, e sim uma palavra de origem aramaica, o idioma que Jesus falava, que significa dinheiro, riqueza.
Em seu artigo mais recente, frei Betto, adverte: “A economia... não deveria ser encarada pela ótica da maximização do lucro, mas pelo bem-estar da coletividade”. Numa interpretação mais clara, o religioso-escritor, admoesta os países capitalistas a adotar uma política econômica mais justa e paritária.
Paulo na sua primeira Epístola a Timóteo, exorta o apego ao dinheiro ”Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males” (I Tm. 6:10ª). O que o apóstolo nos persuade não é quanto a possuir ou usar o dinheiro. Muito menos, fazendo apologia à pobreza. Ele somente faz advertência, quanto a empregar a riqueza de forma equilibrada. Pois, seria impossível viver sem a moeda, pela sua utilidade em todos os seguimentos de nossa existência humana. Mas, Paulo condena o amor ao dinheiro, pois, converte-se em ganância. E ganância é uma ambição desmedida. Ganho ilícito. O que dá brecha para brotar uma raiz maléfica em nossas vidas.
Ao estudarmos a bíblia, vemos um grande exemplo de Salomão, filho do rei Davi, quando assume o trono de Israel sucedendo a seu pai. Em sonhos, ele simplesmente pede a Deus por sabedoria e entendimento (I Rs. 3:9). No entanto, o Senhor prometeu muitas riquezas e que não haveria nem antes nem depois dele, Salomão, homem mais rico e sábio(I Rs. 3:12,13). Mas, todas essas promessas de Deus para com Salomão, e que foram cumpridas fielmente, viu o Senhor que o coração do novo rei não estava inclinado para as riquezas.
Ainda na passagem dos evangelhos, notamos Jesus Cristo afirmando a motivação do coração do homem para as riquezas. “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus”(Mc. 10:25). O que Jesus declara no sentido figurado, o camelo significa uma corda e a agulha uma pequena porta de entrada da antiga Jerusalém.
Neste versículo, Jesus manifesta aos seus discípulos a sua preocupação quanto ao apego às coisas materiais, principalmente, o dinheiro. Pois, que dificulta a entrada de muitas pessoas no reino de Deus. Jesus Cristo está corretíssimo. Aliás, Ele nunca erra. Lembro-me de uma infeliz declaração de um homem público em relação à sua riqueza: “Prefiro ir para o inferno rico, do que entrar no céu pobre”. Tal ignorância nos remete a meditar: até quando Deus terá misericórdia de nós e usará de sua benevolente graça?
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